Itália investiga máfia de receitas médicas

   A polícia italiana entregou ao Ministério Público uma lista com os nomes de 4.713 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de corrupção ligado à segunda maior companhia farmacêutica do mundo e uma das maiores do país. A GlaxoSmithKline é suspeita de dar presentes e dinheiro para que médicos receitassem seus produtos.

Segundo a polícia de Veneza, cerca de 4.400 médicos são suspeitos de aceitar dinheiro ou favores para prescrever produtos da empresa. De acordo com a investigação, cerca de 270 dos nomes listados são ou já foram empregados da filial italiana da empresa. Outros nomes incluiriam farmacêuticos e empregados de hospitais.

Domenico Cuzzocrea, da polícia de Veneza, disse que entre 1999 e 2002 a GlaxoSmithKline teria gasto US$ 276 milhões no esquema.

Cuzzocrea disse que os subornos oferecidos pela Glaxo incluiriam férias milionárias, computadores pessoais e dinheiro.

"As investigações apontam para um sistema enraizado e difundido por todo o país", disse.

Outro lado

A filial da empresa em Verona disse que a companhia não tem informações suficientes das autoridades para responder a acusações específicas.

No entanto, um comunicado da empresa disse que o relacionamento da empresa com o setor da saúde "excluiria o fenômeno generalizado" de suborno e corrupção.

Fonte: Folha de São Paulo

Textos relacionados:
© Sindiprofase 2008 - Todos os direitos reservados :: Entre em contato